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Energia na produção cultural em Goiânia

por Marcela Guimarães - marcelaimprensa@gmail.com


A pouca idade estampada no rosto camufla a crescente experiência de Kaio Bruno Dias na produção cultural goianiense. Como produtor do Centro Cultural Goiânia Ouro, Kaio aprendeu o "B, A, BÁ" e expandiu horizontes criando projetos e eventos conhecidos do público como o saudoso Rock de Quinta e o Beco d'Arte – Festival de Arte Urbana. Também poeta e compositor, ele está à frente do sarau Letra Livre e do selo Vacas Magras. Entre uma atividade e outra, Kaio mostra que a juventude da capital está aí… pronta para fazer cultura.

:: Conte um pouco da sua história. Como começou a trabalhar com cultura? Está atuando em que hoje? 

Comecei a trabalhar com produção cultural por meio da literatura. Promovi eventos de literatura e que integravam outras artes (música, exposições de fotografias, artes plásticas e outros). As experiências adquiridas com os eventos de literatura trouxeram o gosto pela produção de Cultura Popular. Atualmente, tenho projetos ativos em diversas áreas culturais devido a atuação de alguns trabalhos em espaços públicos, como Goiânia Ouro e Casa das Artes, e outros projetos e produções paralelas, como o Vacas Magras, selo independente de produção musical.  

:: Para você, o que o cenário cultural de Goiânia tem para oferecer e que ainda é pouco aproveitado? 

Penso que Goiânia ainda é mal aproveitada em todos os seguimentos artísticos. Mesmo com vários artistas e produtores de vários segmentos culturais atuando com frequência para movimentar a cena cultural, Goiânia ainda está longe de produzir o que tem capacidade.  

:: Qual a diferença entre essa geração nova de produtores que estão surgindo na capital e uma geração atrás, aquela criadora do Goiânia Noise Festival entre outras iniciativas?  

A diferença é que esses produtores mais antigos já conseguiram conquistar espaços dentro e fora do estado, já trabalham com leis de incentivo a Cultura, já tem Festival com público ativo. Lógico que isso não significa que eles estão em um mar de rosas, mas já estão mais encaminhados por já estarem nessa vida há mais tempo. E a questão de estarem há mais tempo no mercado não significa que as idéias são ultrapassadas. Eu mesmo sou um admirador da capacidade de negociação e criação do Márcio Júnior e do trabalho publicitário do Fabrício Nobre. 

:: Além de trabalhar com produção, você também é músico. Essa mistura é bastante recorrente do meio cultural, e o que visões ou aprendizados ou etc (haha) uma carreira pode agregar na outra?  

Várias bandas e músicos fazem isso atualmente, produzem seus próprios shows. Então, para quem já trabalha com produção e ainda tem um projeto musical, seria algo mais fácil para conseguir, ao menos, entrar em um mercado de shows.  

:: Existe alguém que você admira no meio? Por que?

Aqui em Goiânia, gosto de Pio Vargas. Ele foi escritor e um grande agitador cultural em sua época. Admiro a capacidade de negociação e criatividade do Márcio Júnior, atual diretor de pautas da Agepel, o trabalho do publicitário Leo Pereira e o pique do meu amigo e companheiro de aventuras, Carlos Brandão.  

:: Qual o plano mirabolante que Kaio Bruno prepara no momento?  

Tenho muitos planos mirabolantes, muitos mesmo! Mas vamos falar de coisas mais concretas. Nesse momento, estou a frente do selo de produção Vacas Magras, organizando o segundo livro do LETRA LIVRE e preparo o "Balada Literária", o meu primeiro evento com apoio da lei de incentivo a cultura. Também estou trabalhando num projeto de artes plásticas para circulação de Santas Drags (sinônimo de Drags Queen).

 


       


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